Ler é saber

 

APRESENTAÇÃO 
     

O projeto Ler é Saber é uma ação interventiva da Faculdade de Belém (FABEL) no desenvolvimento das habilidades cognitivas e lingüísticas de seus acadêmicos. A FABEL, enquanto instituição que educa, reconhece os aspectos deficitários do processo seriado (desde o Ensino Fundamental) no que diz respeito a incentivo à prática de leitura. Entende-se aqui como leitura não somente o processo limitado de alfabetização ou a decodificação mecânica de representações gráficas, em que o indivíduo lê para “provar” que sabe ler, mas essencialmente um meio pelo qual o leitor, operando mentalmente, pode produzir sentidos e, conseqüentemente, construir categorias de compreensão da realidade, vivida a partir das informações dadas pelo livro lido.

      Sabe-se e reconhece-se os aspectos positivos das práticas escolares de leitura, já que a leitura de textos nunca deixou de estar presente na escola, em qualquer das disciplinas nela ministradas, todavia, é preciso perceber a legitimidade para a leitura nessas práticas escolares. As diversas formas do leitor se relacionar com o texto oferecem uma espécie de tipologia dessas relações que inspiram diferentes práticas de leitura na escola.

      Pode-se, por exemplo, ler um texto em busca de respostas ou perguntas prontas e acabadas. Trata-se de perguntar ao texto, chamar-se-ia para tal prática de leitura-busca-de-informação, nesse sentido, raramente a leitura responde a uma necessidade do educando. Ao contrário disto, os textos selecionados independem dessa necessidade, pois servem apenas a uma tradição escolar para suprir o conteúdo a ser visto em sala de aula e cumprido na escola. É claro que qualquer que seja o exemplo dessa relação com o texto, o leitor sairá de alguma maneira, enriquecido de informações, mesmo que seja um enriquecimento apenas do ponto de vista de conteúdos subordinados a um programa curricular.

      Porém, a relação entre leitor e texto que se quer alcançar nesse projeto é aquela que entende a prática da leitura como atitude produtiva: o leitor não só apreende o conteúdo lido, mas também o compreende, e ao compreendê-lo, aplica imediatamente à sua história de vida, construindo assim um novo conteúdo. Nessa perspectiva de leitura, o leitor sairá de sua relação com o texto, verdadeiramente modificado. Isto porque adere aos pontos de vista com quem compreende o mundo, ou porque modifica tais pontos de vista em face do diálogo mantido através do texto lido.

      A conseqüência de tal prática resume-se em poucas palavras: O leitor, ao ler, saber. Ao saber, ler. Porque Ler é Saber! Pode-se, por exemplo, ler um texto em busca de respostas ou perguntas prontas e acabadas. Trata-se de perguntar ao texto, chamar-se-ia para tal prática de leitura-busca-de-informação, nesse sentido, raramente a leitura responde a uma necessidade do educando, ao contrário, os textos selecionados independem dessa necessidade, pois servem apenas a uma tradição escolar para suprir o conteúdo a ser visto em sala de aula e cumprido na Escola. É claro que qualquer que seja o exemplo dessa relação com o texto, o leitor sairá de alguma maneira, enriquecido de informações, mesmo que seja um enriquecimento apenas do ponto de vista de conteúdos subordinados a um programa curricular.
 

      Porém, a relação entre leitor e texto que se quer alcançar nesse projeto é aquela que entende a prática da leitura como atitude produtiva: o leitor não só apreende o conteúdo lido, mas também o compreende, e ao compreendê-lo, aplica imediatamente à sua história de vida, construindo assim um novo conteúdo. Nessa perspectiva de leitura o leitor sairá de sua relação com o texto, verdadeiramente modificado. Ou porque adere aos pontos de vista com quer compreende o mundo, ou porque modifica tais pontos de vista em face do diálogo mantido através do texto lido. A conseqüência de tal prática resume-se em poucas palavras: O leitor, ao ler, sabe. Ao saber, ler. Porque Ler é Saber!